A FELICIDADE
Não podemos especificar a felicidade como sendo um mero sentimento da nossa alma.
Pois ela não depende de alguma razão externa. É um estado permanente no interior do homem.
Não são as circunstâncias, pois elas mudam nossos sentimentos, não são famílias, objetos e qualquer outro elemento que complementam nossa existência.
A felicidade está além daquilo que podemos ver, sentir, tocar.
Ela está em poder compreender que existe a liberdade daquilo que parece nos trazer felicidade ou realização nessa existência, em fatos ou acontecimentos.
Podemos ser felizes em qualquer situação, porque não é o que é externo que se realiza em nós.
Tanto é que uma doença, um sofrimento, também pode ser ocasião de felicidade. Pois para o filho de Deus, as trevas podem ser, tão transparente como a luz.
A felicidade é encontrar em nós o sagrado, que é nossa verdadeira identidade, sua natureza é portanto oculta, e aquele que o descobriu nunca mais será infeliz.
Pois o sagrado não se mistura e não se detém, significa algo que é separado, é como o óleo que não se dissolve e não se mistura, ou seja, ele nunca se deixará afetar por circunstâncias, sentimentos, emoções ou qualquer acontecimento alheio.
Ele vive sem qualquer motivo, sem causa, não precisa de motivações ou alguma causa extraordinária para movimentar sua alegria.
É preciso uma transformação de consciência para essa percepção do sagrado em si mesmo, após esta grande descoberta, o ser humano tem um grande acesso e celebração a esse ser sagrado e a tão esperada felicidade é descoberta. Daí a motivação para ser eternamente feliz.
O segredo da felicidade é a liberdade dos conceitos errôneos do que é a felicidade.
Aquele que encontrou o sagrado em si, será feliz, sem nenhuma mancha de tristeza.
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